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Esportes - 12/03/2010
Dupla da nova geração se inspira na história de Diego Hypolito e Victor Rosa
Há quase uma década, dois meninos se encontraram no tablado pela primeira vez. Ainda crianças, mas com talento de gente grande, Diego Hypolito e Victor Rosa iniciaram juntos suas trajetórias de sucesso na ginástica. Hoje, com dois ouros mundiais no solo e o título de campeão brasileiro dos saltos, respectivamente, os atletas olham para o lado nos treinos da seleção brasileira e veem que sua história pode ser repetida, e até melhorada, por uma dupla da nova geração: Sergio Sasaki e Petrix Barbosa, de 17 e 18 anos.

- Eles são melhores do que a gente, se compararmos os quatro com 17 anos. Mas é tudo bem parecido. Os dois treinam juntos, são atletas de destaque e são amigos. Eu e o Victor crescemos muito com isso. Através da amizade, construímos uma história. E acho que agora é a hora de eles escreverem a deles. Uma vez um está melhor, depois o outro ajuda. Mas isso é que é legal. Um sempre tenta passar o outro na rivalidade do esporte, de forma mais sadia e progredindo lado a lado – disse Diego.

Em sua primeira participação no Mundial de Ginástica, na última temporada, Sergio já começou a escrever sua história. Os primeiros capítulos contam que o paulista conquistou o melhor resultado brasileiro no individual geral, ao somar 84.105 pontos e ficar em 19º lugar. Antes dele, Mosiah Rodrigues foi o 23º, em 2005. Já Petrix teve o sonho de disputar a competição adiado, pois não conseguiu a classificação para Londres.



No treino da seleção, ao lado de Diego, há menos de dez dias, Sergio conta que sua trajetória está seguindo os caminhos imaginados por ele quando começou na ginástica.

- É um pouquinho como se fosse o mestre e o aprendiz. A gente vai aprendendo a cada dia aqui. Sempre quis treinar com ele, Diego era o meu espelho. É muito melhor quando podemos ganhar mais dicas da galera mais velha – conta Sergio, que foi o primeiro ginasta do mundo a conseguir repetir o movimento “Hypolito”, criado pelo ídolo.

Atual campeão brasileiro no salto, Victor Rosa também tenta passar sua experiência aos meninos, que estão treinando no Flamengo, no Rio de Janeiro. Mas, apesar dos elogios, o carioca já deixou bem claro quem é que manda ali.

- Aí, moleque, respeito é bom e a gente gosta (risos). Os caras estão bem. É bom que tem uma disputa – brincou Victor.

Diego também não fica para trás e interrompe Petrix, que falava de seu maior sonho.

- Não vai dizer que é ganhar de mim no solo. Isso é impossível – diverte-se.

O menino de 18 anos, que confessa não gostar de perder nem na disputa de saltos mortais na praia, responde na hora.

- Talvez ganhar do Diego no cavalo e na barra. Ops, isso eu já faço – diz, gargalhando, e completa - Sempre admirei esse cara aqui. Agora, estamos juntos. Deixei de ser só fã para compartilhar os treinos. É engraçado porque você fica querendo fazer tudo para que o seu ídolo te admire, se impressione com o seu desempenho. Isso me incentiva mais ainda.



Expectativa de bons resultados em Londres-2012
Depois das brincadeiras, Diego comemora a nova realidade da seleção brasileira. Para ele, com a entrada dos atletas mais jovens, o país tem chances de conquistar uma vaga por equipes nos Jogos de Londres-2012.

- Os meninos, no contexto dos seis aparelhos, são até melhores do que eu. É a primeira vez que o Brasil tem uma equipe mais completa, com chance de ir às Olimpíadas, o que antes era impossível. Sempre tento mostrar o quanto eles são talentosos, porque acho que eles ainda não têm noção disso. Sergio e Petrix já podem ter bons resultados em 2012, mas é no Rio-2016 que terão a idade ideal para ganhar uma medalha. Pode acreditar, eu sou realista – afirmou Diego, que foi o único representante do país em Pequim-2008

Além de Sergio e Petrix, mais um ginasta chama a atenção de Diego Hypolito nos treinos da seleção. Arthur Zanetti, quarto colocado nas argolas do Mundial, é uma das esperanças do Brasil no Mundial de Roterdã, em outubro.

- Arthur é o mais disciplinado. A gente fala que é o nosso paizão, porque é muito maduro e centrado. Ele tem um problema de não ser bom no individual geral, é mais especialista em argolas, salto e solo. Não vai tão bem nos outros aparelhos. Por isso, demorou a entrar na seleção. Mas entrou por mérito total dele. Não ganhou o bronze no Mundial porque não era a hora ainda. Precisava construir seu espaço. Mas o ouro está muito próximo. É o que tem mais chances de subir ao pódio – afirma.




Foto: G1

Fonte: G1


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